Crêpe Suzette

O crêpe Suzette é uma sobremesa da cozinha tradicional francesa.

O crêpe Suzette é uma maneira de cozinhar os crêpes, que consiste em barrá-los com uma manteiga perfumada com sumo e raspa de tangerina e um licor de laranja amarga, dobrá-los em quatro, regá-los depois com uma mistura de licores e servi-los em chama.

Diz-se que os crêpes suzette foram pela primeira confeccionados por Auguste Escoffier, em honra do rei Eduardo VII de Inglaterra e que este terá batizado com o nome da jovem vendedora de violetas que dele se aproximou. (fonte: Wikipédia)

Receita de Crêpe Suzette (em francês)

INGREDIENTES:
MASSA:
• 250 g de farinha de trigo
• 3 ovos ligeiramente batidos
• 2,5 copos de leite (ou 1,5 copo de leite + 1 copo de cerveja) – Cerveja
• 1 pitada de sal
• 2 colheres (sopa) de manteiga derretida

RECHEIO:
• 2 tangerinas
• 1 colher (sopa) de Cointreau (ou Curaçao ou Grand Marnier)
• 80 g de manteiga ligeiramente amolecida (consistência de pomada)
• 50 g de açúcar
• 1 cálice de Cointreau (ou Curaçao ou Grand Marnier), para flambar
PREPARAÇÃO:

MASSA:
Peneirar a farinha com o sal numa tigela e acrescentar, aos poucos, o leite (ou o leite e a cerveja);
Acrescentar os ovos e a manteiga e misturar bem, até obter uma massa homogénea;
Deixar em repouso por 1 hora num local fresco, coberto com um pano;
Após esse repous, faça crepes bem finos numa frigideira antiaderente.

RECHEIO:
Raspar as cascas das tangerinas (sem chegar à parte branca) e espremer uma delas, coando o sumo obtido;
Misturar a manteiga, as raspas, o sumo e uma colher (sopa) de Cointreau ou  Grand Marnier e bata bem com um garfo até obter um creme homogéneo;
Rechear os crepes com o creme de manteiga e dobrar em 4;
Colocar, aos poucos, numa frigideira antiaderente bem quente e em fogo alto e, quando estiverem bem aquecidas, comece a flamejá-las com o cálice de Cointreau ou Grand Marnier;
Sirva imediatamente.

Num restaurante, um Crêpe Suzette é frequentemente preparados num prato próprio à vista dos clientes.
HISTÓRIA E CURIOSIDADES:
Conta a história que Henri Charpentier, cozinheiro da família Rockefeller, em meados do século passado, teria sido o idealizador de tal iguaria. Encarregado de produzir um “senhor” banquete para o príncipe de Gales, Eduardo VII, Charpentier parece que exagerou na dose do licor e os crepes ter-se-iam incendiado além do normal. Esperto como era, resolveu o problema com um grito de “Voilá”. Impressionado, o príncipe Eduardo perguntou o nome da sobremesa. E Charpentier respondeu: “Crêpes Princesse”. O príncipe, então, retrucou e disse que dali para frente a iguaria chamar-se-ia “Crêpes Suzette”, em homenagem à dama que o acompanhava.

Mas muitos historiadores acham que isso foi apenas uma invenção… já que por volta de 1890 Auguste Escoffier flamejava os seus crepes e a sobremesa já fazia parte da mesa dos franceses… outros contam que os crêpes suzette foram feitos pela primeira vez por Escoffier, em honra do rei da Inglaterra e que este teria batizado o crêpe com o nome da jovem vendedora de violetas que dele se aproximou…

Há ainda uma superstição antiquíssima que diz que dá sorte tocar, com uma moeda na mão, o cabo de uma frigideira onde se fazem crepes no dia 2 de fevereiro – data em que se celebrava a festa da Virgem Maria… Histórias e curiosidades à parte, vamos ao que interessa…

Published in: on Janeiro 17, 2009 at 12:34 am  Comments (2)  
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2 comentáriosDeixe um comentário

  1. Olá!

    Tendo eu uma formação inexoravelmente ligada à História, reconheço que nunca “perdi muito tempo” com a história dos hábitos e tradições alimentares, sendo, obstante, inúmeras as curiosidades e originalidades que estão associadas a diversos alimentos ou receitas (por exemplo, a doçaria conventual portuguesa, por si só, daria para “fornecer matéria” não para uma, mas para dezenas de Teses de Doutoramento).

    Por isso mesmo, achei curioso passar a saber que os crêpes Suzette são uma invenção muitooooooooo recente.
    Eu pensava que teriam sido “inventados” no Paleolítico Superior, pela mesma altura em que o Homo Erectus descobriu a importância e a multi-utilidade do fogo. Mas, não são muitíssimo mais recentes.

    Já quanto às receitas, ingredientes e modos de confecção dos “Suzette” a pesquisa efectuada tem revelado inúmeras variações.

    Ou não vivêssemos nós num mundo multicultural!

  2. Tenho um problema logístico.
    A minha com panheira não me deixa estar sozinho na cozinha a mexericar. Se eu a nomear ajudanta de campo isso irá inferir negativamente na minha avaliação

    У меня есть желание шоколада креп


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