.:: A HISTÓRIA DO CREPE ::.

A origem do crepe é antiga. O seu consumo é realizado de várias formas há muitos anos. Os crepes sempre estiveram presentes em muitas regiões da Europa e podem ser feitos com vários tipos de grãos: arroz, trigo, milho, etc.
Os primeiros registos de crepes foram feitos no século I pelo gastrónomo romano Apicius, autor do receituário De re coquinaria. Cozidas no ferro quente, iam à mesa recheadas com mel e pimenta.
Os italianos juram que a especialidade nasceu no século V, quando peregrinos franceses, movidos pela fé, chegaram a Roma para a Festa della Canderola. O papa Gelasio, vendo-os famintos, mandou abastecer a cozinha do palácio pontifício com ovos, sacos de farinha e litros de leite. Os crepes teriam nascido ali ao acaso e depois levados à França pelos próprios peregrinos.
Assim foi originado o nome, do francês crêpe, que significa crespo, fazendo referência à textura da massa após a passagem pela frigideira ou chapa de metal untada com manteiga.
Originalmente feitos sobre chapas de metal, a receita doce combinava farinha de trigo integral, ovos, leite, água, açúcar e baunilha. A salgada, chamada de galette, levava apenas trigo sarraceno, água e sal.
Um “galette”, antigamente, era uma espécie de mingau feito com farinha integral e não refinado, aberto numa fina camada e deixado ao sol para secar. Alguns dizem que o crepe nasceu quando uma mulher acidentalmente derramou um pouco deste mingau no fogão e percebeu que ele cozinhava rápido, era fácil de virar e, principalmente, era delicioso! (As melhores receitas, frequentemente, nascem por acaso).
Historicamente, “la galette” era consumida diariamente, como o pão é hoje.
A primeira receita de crepe que se tem notícia foi encontrada na França, por volta de 1390 em um livro chamado “Manger de Paris” (“Comida Parisiense”). O autor explica como fazer crepes com farinha de trigo integral, ovos, água, sal e vinho. Eram cozidos numa mistura de banha de porco e manteiga e polvilhadas com açúcar antes de serem servidos.
Na Europa os crepes popularizaram-se muito. Este fenómeno é atribuído por alguns à Renascença e ao desejo que Victor Hugo expressou de ser um de “Les Miserables” na hora da refeição. Desta maneira, Victor e seu vizinho, Vicente da Vinci, começaram a aprimorar o crepe e divulgar o prato por toda a Europa através de uma “crêperie”. No final do século XVIII, o “Dictionnaire Universalis” descreve crepes como “um tipo de massa muito conhecida nas terras celtas”. Um texto celta menciona o hábito de comer crepes no “Mardi Gras”, uma festa popular.
Hoje em dia os crepes são muito apreciados no mundo todo. Desde o começo do século XX, as creperias começaram a aparecer em vários lugares e tornaram-se muito populares. Com o aumento do turismo, os crepes espalharam-se por toda a França e ficaram famosos, tornando-se um dos símbolos da culinária francesa.
Um dos crepes mais famoso é o Crepe Suzette que é frequentemente preparado num prato próprio à vista dos clientes.
Conta Henri Charpentier no seu livro Life A La Henri – Being The Memories of Henri Charpentier, cozinheiro da família Rockefeller, em meados do século passado, teria sido o idealizador de tal iguaria. Encarregado de produzir um “senhor” banquete para o príncipe de Gales, Eduardo VII, Charpentier parece que exagerou na dose do licor e os crepes ter-se-iam incendiado além do normal. Esperto como era, resolveu o problema com um grito de “Voilá”. Impressionado, o príncipe Eduardo perguntou o nome da sobremesa. E Charpentier respondeu: “Crêpes Princesse”. O príncipe, então, retrucou e disse que dali para frente a iguaria chamar-se-ia “Crêpes Suzette”, em homenagem à dama que o acompanhava.
Mas muitos historiadores acham que isso foi apenas uma invenção… já que por volta de 1890 Auguste Escoffier flamejava os seus crepes e a sobremesa já fazia parte da mesa dos franceses… outros contam que os crepes suzette foram feitos pela primeira vez por Escoffier, em honra do rei da Inglaterra e que este teria baptizado o crepe com o nome da jovem vendedora de violetas que dele se aproximou…
Os franceses possuem centenas de histórias ligadas aos crepes, cuja forma e composição resistiram até aos tempos modernos.
Em torno delas existem engraçadas superstições que animam as noites frias em que costumam servi-los. Uma delas é o hábito de levar cada convidado a preparar o seu, formulando um desejo antes de jogar o crepe para o alto. Se cair aberto e do lado certo, o desejo será imediatamente atendido. Caso contrário, o pedido só poderá ser refeito no inverno seguinte.
A região onde o crepe é mais difundido é a Bretanha, uma península ao noroeste da França, onde é consumido o ano todo, acompanhado de uma xícara de cidre (bebida à base de maçã).
De concepção simples, é encontrado em vários países (Alemanha, Áustria, USA, etc), recheado de acordo como os costumes alimentícios locais, com diversos sabores e tamanhos. Ele pode ser degustado salgado ou doce e servido em prato ou embalagem leve, permitindo uma gostosa, rápida e nutritiva refeição.
Muitas nacionalidades têm as suas variações de crepes como os Russos – Blini; Judeus – Blintz; Mexicanos – taco; Escandinavos – panqueca; Húngaros – palacsinta; Italianos – cannelloni; Chineses – eggrill…

e muito mais há para dizer…
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Published in: on Janeiro 19, 2009 at 11:45 pm  Deixe um Comentário  

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